Metodologia

Carne

O SEEG Monitor Agro da Carne estima as emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes dessa atividade pecuária mensalmente. Os dados são baseados nos abates de bovinos publicados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pela Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE e nos inventários de GEE nacionais publicados pelo MCTI e SEEG.

O dado de atividade necessário para o cálculo de emissões é o número de bovinos de corte (MCTI, 2015; SEEG, 2016). Entretanto, como esse dado não está disponível de maneira pública em intervalos de tempo menores do que um ano, adotou-se para esse monitor correlações entre o número de bovinos de corte abatidos com as emissões de GEE dessa atividade publicadas pelo MCTI e SEEG.

Como o escopo do Monitor se baseia nos dados de abates ao longo do ano, não são contabilizados os abates que eventualmente ocorram fora dos sistemas de inspeção governamental. Assim, assume-se que os abates de bovinos publicados pelo MAPA e IBGE representam 100% dos abates que ocorrem no país.

A metodologia de cálculo é baseada no relatório “Emissões de Metano por Fermentação Entérica e Manejo de Dejetos de Animais” e “Emissões de Óxido Nitroso de Solos Agrícolas e de Manejo de Dejetos” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2015), disponíveis em http://sirene.mcti.gov.br/publicacoes. Este mesmo relatório é a principal base metodológica para as estimativas do Setor de Agropecuária do SEEG http://seeg.eco.br.

Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa

As fontes de emissão de GEE pela pecuária de corte são: fermentação entérica, manejo de dejetos (coletados e tratados) e os dejetos excretados e deixados na pastagem (solos agrícolas). Enquanto os GEE emitidos por essas fontes são o CH4 (fermentação entérica e manejo de dejetos) e o N2O (fermentação entérica e solos agrícolas).

A estimativa das emissões de GEE pelo Monitor Agro Carne é calculada em função da multiplicação dos seguintes dados:

1) número de bovinos de corte abatidos e;

2) fator de emissão (quantidade de GEE emitida por animal) associado a quantidade total de GEE emitido pela pecuária de corte no país.

Com isso, o Monitor calcula as estimativas das emissões de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) para todas as fontes de emissão pela pecuária de corte e os converte automaticamente em equivalentes de CO2 (CO2e), utilizando a métrica GWP do segundo relatório do IPCC (1995).

A descrição dessas fontes e os todos os fatores de emissão utilizados nesse monitor, podem ser encontrados nas notas metológicas do SEEG em http://seeg.eco.br

Bovinos de corte abatidos e as emissões de GEE do rebanho

As fontes de informação sobre o número de bovinos abatidos utilizados pelo Monitor Agro Carne são:

Como é possível observar, apesar do IBGE obter dados de abates mensais de todas as instancias de inspeção, estes dados são publicados somente a cada três meses. Enquanto o MAPA publica essas informações mensalmente, contudo apenas os abates sob inspeção federal (cerca de 80% dos abates totais). Assim, a combinação dessas fontes é fundamental para o Monitor Agro Carne poder operar mensalmente sem subestimar as emissões da atividade.

Para isso, o Monitor estima:

  • 1. A quantidade total de animais abatidos em função dos dados do IBGE para o trimestre retroativo e aplica a publicação mensal do MAPA para os SIFs. Por exemplo, a razão entre abates publicados pelo MAPA e IBGE para o mês de Março é multiplicada pelo número de abates publicados pelo MAPA no mês de Abril. Essa correlação é necessária para não subestimar o numero de animais abatidos em meses onde não há ainda dados do IBGE.
  • 2. O número de animais abatidos é correlacionado com as emissões de GEE por essa atividade para se obter um fator de emissão que representa as emissões de GEE do rebanho bovino total brasileiro em função dos abates ocorridos no ano. Assim, a razão encontrada para o último ano (numero de animais abatidos /emissões de GEE pela pecuária de corte) é aplicada ao numero de animais abatidos no mês corrente para estimativa das emissões nesse período. Por exemplo, a razão entre abates e emissão de GEE totais da pecuária de corte obtida para o ano de 2015 é multiplicada pelo número de abates que ocorrem nos meses do ano de 2016. Essa estimativa é finalmente corrigida anualmente após publicação dos dados oficiais do rebanho de bovinos de corte pelo IBGE.

Fertilizantes

O SEEG Monitor Agro Fertilizante estima as emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes da aplicação de fertilizantes para cultivos agrícolas. Os dados são baseados na quantidade de fertilizantes entregues ao consumidor final publicados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).

O dado necessário para o cálculo de emissões é a quantidade de nitrogênio contido em fertilizantes (MCTI, 2015; SEEG, 2016). Entretanto, como esse dado não está disponível de maneira pública em intervalos de tempo menores do que um ano, adotou-se para esse monitor correlações entre a quantidade total de fertilizantes entregues ao mercado, dados sobre a quantidade de fertilizantes nitrogenados retroativos e as emissões de GEE dessa atividade publicadas pelo MCTI e SEEG.

Como o escopo do Monitor se baseia nos dados publicados pela ANDA, não são contabilizados fertilizantes que eventualmente sejam aplicados fora do escopo de contabilização dessa instituição. Assim, assume-se a quantidade de Fertilizantes Entregues ao Mercado publicada pela ANDA representa 100% dos fertilizantes aplicados nos solos agrícolas brasileiros.

A metodologia de cálculo é baseada no relatório “Emissões de Óxido Nitroso de Solos Agrícolas e de Manejo de Dejetos” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2015), disponíveis em http://sirene.mcti.gov.br/publicacoes. Este mesmo relatório é a principal base metodológica para as estimativas do Setor de Agropecuária do SEEG http://seeg.eco.br.

Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa

O GEE emitido pela aplicação de fertilizantes é o óxido nitroso (N2O), o qual possui duas fontes: direta e indireta. A fonte direta representa a emissão de N2O que ocorre diretamente do solo após a aplicação do fertilizante. Enquanto a indireta representa as emissões de N2O que ocorre via deposição atmosférica (após volatilização) e lixiviação do fertilizante aplicado ao solo.

A estimativa das emissões de GEE pelo Monitor Agro Fertilizante é calculada em função da multiplicação dos seguintes dados:

  • 1) Quantidade de Fertilizantes Entregues ao Mercado e;
  • 2) fator de emissão (quantidade de GEE emitida por tonelada de fertilizante nitrogenado aplicado ao solo).

Com isso, o Monitor calcula as estimativas das emissões de N2O para todas as fontes de emissão pela aplicação de fertilizantes ao solo e os converte automaticamente em equivalentes de CO2 (CO2e), utilizando a métrica GWP do segundo relatório do IPCC (1995).

A descrição dessas fontes e os todos os fatores de emissão utilizados nesse monitor, podem ser encontrados nas notas metológicas do SEEG em http://seeg.eco.br

Aplicação de fertilizantes e as emissões de GEE

Como é possível observar, apesar de a ANDA publicar dados de Fertilizantes Entregues ao Mercado mensalmente, reporta a quantidade de nitrogênio nesses apenas anualmente (e não públicos – ver nota metodológica SEEG).

Assim, para se estimar a quantidade de nitrogênio, o Monitor primeiramente estima a quantidade de fertilizante nitrogenado em relação a quantidade de fertilizante total (geralmente ao redor de 12%) a aplica no mês corrente. Ou seja, a razão encontrada para o ano de 2015 é aplicada a quantidade total de fertilizantes nos meses de 2016 publicada pela ANDA.

Posteriormente, a quantidade estimada de fertilizantes nitrogenados aplicada ao solo é multiplicada por um fator de emissão para estimativa das emissões nesse período.